segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Chanel No.5 com Gisele Bündchen


Após um evento de lançamento badaladíssimo em Paris na última segunda-feira noite, nos foi apresentado o filme da famosa fragrância Chanel No.5 estrelado por ninguém mais, ninguém menos do que Gisele Bündchen. 
"The One That I Want ", dirigido pelo diretor de Moulin Rouge, Baz Luhrmann, colocou a brasileira em cima de uma pracnha Chanel e na sequência rola um romance com o Michiel Huisman. O que se segue é uma mini-aventura na qual a mãe trabalhadora sai em uma missão para reconquistar o amor de sua vida. 
O filme inclui uma versão de "You’re The One That I Want" por Lo-Fang. 
Dê uma olhada no filme:

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Paris Fashion Week: Saint Laurent / Verão 2015


Ok. As roupas inspiradas nos anos 70 parecem baratas e de mau gosto em suas formas provocativas e brilho extravagente, mas são, na verdade, perfeitamente feitas em materiais finos. Este é o INVERSO de uma cultura de moda que existe desde que o merchandising de moda começou (ou antes). Obviamente os medievais e até mesmo os romanos antigos tentariam imitar o estilo de seus superiores, certo? No século 20, a invenção do nylon permitiu que os pobres usassem roupas que pareciam seda e o strass imitou os diamantes. 
Mas aqui Hedi Slimane, diretor criativo da marca, faz exatamente o oposto. Os vestidinhos "baratos" com decotes "U" são tendência garantida para chegar às lojas de rua em segundos! São peças elegantes e embelezadas com habilidade. 
Slimane voltou aos dias de glória YSL com camurça e couro nas jaquetas. Alfaiataria bem elegante, blusas Lurex e fogos de artifício bordados em capas de veludo.  Hedi retratou, de forma crua, o que foi mostrado recentemente no filme que revelou os silvestres anos de Yves nos anos sessenta e setenta.
O conceito de arte que alimenta a moda já se arrasta por uma geração, mas o que isso tem a ver com a imagem da Saint Laurent e para a Primavera / Verão 2015 da marca?  
Hedi Slimane capturou na passarela o espírito dos anos setenta que pertenciam, em termos de moda, a Yves Saint Laurent. Hedi interpretou um vestido cereja modelado e inclinado em um ombro e uma jaqueta masculina listrada, mas usada com shorts de couro, além de outras coisas. Havia até mesmo um turbante "épico" de uma coleção YSL que foi considerado um lembrete desagradável dos anos de guerra no seu tempo. 
As roupas são simples, para aqueles que preferem a forma complexa. Mas elas parecem acessíveis, o que era a intenção de Yves Saint Laurent em sua juventude antes da marca se tornar um paraíso burguês. 
Podem apostar em um cinto cowboy com strass + blusas e vestidos da coleção e Hedi Slimane está oficialmente declarado o rei da re-invenção de Saint Laurent.




domingo, 28 de setembro de 2014

boychild: Homem x alien, natureza x tecnologia


Um dos desfiles mais comentados da Semana de Moda de Nova York foi o da Hood by Air. A label foi premiada pelo grupo LVMH e tem sido muito bem recebida como uma marca carregada de espírito jovem. Além do streetwear supercool, outra que coisa também chamou atenção durante o desfile foi o casting. A passarela da marca foi invadida por vários modelos que até então não eram modelos, todos fakes, o que não é nenhuma novidade sobre a grife.
E de todas as figuras que desfilaram, a que mais causou alvoroço foi a (o) boychild: uma pessoa musculosa e imponente, na verdade uma menina que parece um menino e que já havia desfilado para a HBA em 2013. Sua foto do catwalk foi compartilhada por diversos fashionistas como Nicola Formichetti e mídia como “V Magazine”, Dazed & Confused” e Style.com, que postou: “todos os telefones fotografando boychild”.

Mas que diabos boychild tem que causa tanto fascínio? 


Estudos mostram que amantes, muitas vezes inconscientemente, sincronizam seus batimentos cardíacos e respiração quando estão em uma mesma sala, sem perceber. Ao escutar o choro de um bebê, no seio de uma mãe, muitas vezes começa a extrair o leite, sem que seja percebido. Quantas mais dessas conexões físicas e emocionais invisíveis entre nossos corpos podem permanecer desconhecidas? A artista visionária, californiana, performer, conhecida por suas legiões de seguidores no Instagram como Boychild (digitado corretamente com todas as letras minúsculas) começou uma viagem para explorar e expor essas negociações interpessoais sutis, mas bem poderosas quando experimentadas com estranhos. Boychild já se apresentou em casas noturnas e locais de música em toda a Europa e EUA, criando espaços sagrados e igrejas ultra-modernas. Despojado de estruturas opressivas da religião, a espiritualidade ganha uma nova forma otimista por meios simples. A ferramenta de Boychild é uma mente totalmente aberta por meio de um corpo contorcido. Com os dedos invisíveis que atingem profundamente o interior dos corpos na platéia, em confronto com os bloqueios, estes são removidos e os nossos órgãos emocionais são reconfigurados a fluir livremente. Se o universo inteiro é uma vasta rede interligada de amor, então dentro desta paisagem galáctica, Boychild é a criação de montanhas e desfiladeiros profundos. 


Outro fator que gera esse fascínio é a questão do gênero e o ar misterioso em torno dele(a). Natural da Califórnia, apareceu há menos de dois anos na cena drag de São Francisco, mas a personagem "boychild" surgiu de um projeto de um dançarino que convidava seus amigos a criarem um personagem para eles. “Eu apenas sabia que queria que fosse uma coisa meio clown, mas também um curandeiro, então comecei a pesquisar muito sobre xamãs e feiticeiras”, contou à revista “i-D”. “O que eu faço é uma versão mais articulada do que sempre fiz a vida toda. Sempre fui performática.”


Pessoas que já viram seus shows relatam um tipo de exorcismo, um culto, no mínimo algo bem selvagem que pode durar até três horas. Quando faz alguma performance, entra em outro estado e torna-se uma imagem forte, crua e sem gênero. Com a mente totalmente aberta e livre de preconceitos, ela alcança seu público de forma catártica. “Quando estou em ação sinto que saio de mim mesma. É a forma que sei me expressar, usando meu corpo como linguagem de um jeito que não sei fazer com palavras.” Um show de boychild, normalmente em casas noturnas, pode ser simplesmente uma dublagem de uma música, mas é impressionante notar como sua respiração forte traz tensão à cena e empolga o público.


Ela também mexe muito com os opostos. Parece pequena e delicada sem montação, mas é só ver a foto da passarela da Hood By Air para logo mudar de opinião. Seu rosto delicado é transformado por uma maquiagem pesada, que encontra outra contradição: uma tatuagem enorme no pescoço com a palavra BLISS. Uma palavra feliz desenhada de forma crua. Por conta disso, sua performance é muitas vezes chamada de sombria, mas boychild diz que seu trabalho tem a ver com o amor. “A luz também não existiria se não houvesse a escuridão. Não quero fazer um trabalho dark, mas com o reflexo da luz e do êxtase sempre vêm a escuridão e a tristeza.”

Shayne Oliver, o estilista por trás da Hood by Air, define a performer desta forma: “Ela representa um novo gênero de beleza. Homem x alien, natureza x tecnologia, a beleza e a sexualidade sem remorso da mulher x a segurança do homem. Tudo isso é boychild”, diz.

Com quase 40 mil seguidores no Instagram, rede em que é mais ativa, boychild é o novo ícone da cultura jovem underground e está totalmente integrado à sua dona, que não vê mais distância entre pessoa e personagem, tanto que não se acha menções ao seu nome verdadeiro ou o que ela é quando não é boychild. “Na verdade ainda estou descobrindo muitas coisas. Ele é parte de mim, é como uma entidade”, disse ao site Bullet. “Os humanos são cyborgs hoje. Temos muito mais avatars do que experiências de vida real. A conexão que nós temos hoje com a tecnologia e a forma como isso me afeta, é aí de onde vem o boychild e eu sou tudo isso”, definiu para a Dazed Digital.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Favoritos da New York Fashion Week - Verão 2015

Sabem perdido? Lerdo? Sou eu nessa temporada. Gente, tá muito rápido isso, 2 altos por favor! A semana de moda de Nova Iorque acabou semana passada, no dia seguinte começou a de Londres -que inclusive já acabou-, a de Milão já ta rolando e eu ainda to aqui na de Nova Iorque. Quem acompanha o FD no Facebook deve ter percebido que tentei fazer posts separados com as minhas escolhas da fashion week americana, o motivo foi: fazer posts separados para não criar um post imenso e chato de ver. Pois, não tem jeito, galera, é preciso correr pra estar sincronizado. Como já havia escrito dois posts de grifes diferentes, infelizmente só Carolina Herrera e Carmen Marc Volvo receberam um pequeno texto sobre a coleção. Aqui estão os meus favoritos da NYFW:

CAROLINA HERRERA


Tudo está acima das rosas para Carolina Herrera nesta temporada: tulipas, papagaios, lírios e magnólias para ser mais preciso. Ela baseou sua coleção de primavera em flores - Miranda Prestley acharia um tanto inovador, só que nunca-. As cores das flores foram transformadas em códigos, manipulados e digitalizados em uma série de brilhos ou "pixalizados" em uma variedade grande de estampas gráficas.  
Parecia mais moderno e contemporâneo do que em épocas anteriores, tudo auxiliado por cintos Perspex e algumas de suas invenções - um crêpe techno esponjoso com costuras primarias expostas - Carolina se aventurou em território sportswear e deu uma vantagem para a alfaiataria com vestidos longos. Havia outras peculiaridades também, como dobras de estilo origami e pontos angulares que se projetavam a partir dos bolsos enormes. 
Foi refrescante ver essa abordagem da estilista, os clientes dela serão bem servidos com uma oferta boa de vestidos de dia, ternos e saias. Uma coleção bem leve.


CARMEN MARC VOLVO


Os anos cinquenta fizeram um revival moderno na passarela de Primavera / Verão 2015 da coleção de Carmen Marc Valvo. A paleta de cores simples e marcante para a temporada agrada a mulheres e homens comuns. Plissados​​, bordados, recortes e malha que parecem sobrecarregar foram executados com estilo atemporal, uma assinatura da obra de Valvo. 
Carmen Marc Valvo é conhecido por seu traje de gala lisonjeiro, mas coleção desta temporada foi uma suspiro de ar fresco, com um aceno de cabeça nostálgico para a década de 1950. Vestidos adornados com recortes no tronco e inserções de malha mostraram que não importa a estética, Carmen Marc Valvo sabe como lisonjear a figura feminina. 
De largura, cintos pretos de verniz dominaram os looks, acrescentando masculinidade moderna e uma cintura feminina para os conjuntos. Tecidos de seda, como gazaar e faille foram impressos com o floral de tangerina e emparelhado em tons sólidos bem ousados de vermelho, azul, branco e preto, para fazer um toque moderno no estilo de January Jones. 
Enquanto muitos designers estão canalizando os anos setenta, Carmen Marc Valvo traduz a elegância dos anos cinquenta numa passarela moderna, mantendo seu domínio de lisonjeio a qualquer forma.


CONCEPT KOREA



DIANE VON FURSTENBERG



DIESEL BLACK GOLD



ERIN FETHERSTON



HOOD BY AIR - HBA 



COACH


HERVÉ LÉGER


LIBERTINE




 JEREMY SCOTT



LACOSTE


LELA ROSE



MARISSA WEBB



MICHAEL KORS




NAEEM KHAN





NICHOLAS K


NICOLLE MILLER


OHNE TITEL


OSCAR DE LA RENTA




ROBERT GELLER



RODARTE


SAUNDER



PAMELLA ROLAND



RAULPH LAUREN


TIM COPPENS



VERSUS VERSACE



TOMMY HILFIGER



VICTORIA BECKHAM



VIVIENNE TAM


RICHARD CHAI



VERA WANG


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